Sem adequação
As drogas são como um caminho para um mundo transcendente, em que nada nem ninguém pode te tocar, um mundo só teu, no qual só teus desejos reinam, e aonde tu pode qualquer coisa. Ficando longe da decepção, do fracasso, da frustração, do medo, das pessoas. E também onde você encontra a perfeião do amor, não realizando-o.

As drogas são como um caminho para um mundo transcendente, em que nada nem ninguém pode te tocar, um mundo só teu, no qual só teus desejos reinam, e aonde tu pode qualquer coisa. Ficando longe da decepção, do fracasso, da frustração, do medo, das pessoas. E também onde você encontra a perfeião do amor, não realizando-o.

E quando todos te chamam
quem sou eu pra não chamar?
 
E quando todos te querem
quem sou eu pra não querer?
 
E quando todos te amam
“eu sei que vou te amar”. 

Alice

Sinto que a maturidade sobre mim abate

seu cajado pesado. Seios, coxas, quadris…

Um questionamento maior de tudo

e a ânsia por novas descobertas.

Escreverei sonetos de infância? 

Darei aos outros a ilusão de contentamento?

Serei uma louca? uma mentirosa?

Acreditarei no que pregam os padres? Farei piada dos partidos?

Sempre suspeitei a dúvida em mim

Ainda agora me atormenta.

Hoje me encontro só. A rebeldia salta

de minha vida, para renová-la.

Lá onde não chegou minha ironia,

entre pobres de rosto carregado,

resides, explicação de minha vida,

como roupas estendidas no varal.

As aventuras de multiplicaram:

viagens, furtos, altos amores,

o medo, agora cristal frio,

a melancolia, amada e repelida,

e tanta indecisão numa fronteira,

entre paixões, dois sapatos.

Todo esse esforço para fazer um sinal

que de tão frágil nunca se modela

e fical altiva, zona de desejos

arrombada por príncipes saqueadores

Mas demora o tempo, e vem a idéia de futuro

visitar-me na curva de uma rua

Vem o tédio, e me penetra

subitamente, dentro do cinema

E as idéias escorrem do pescoço,

de política, música, arte;

enroscam-se no sono e resistem

à busca de pupila que as reflita.

E após as ideias vem o tempo

trazer novo sortimento de conceitos,

até que, exaurida, me recuso

e não saiba se a vida é ou vai ser.

Que confusão de coisas à luz da aurora!

Que riqueza! sem préstimo, é verdade.

Bom seria juntá-las

num todo sábio, posto que sensível:

um descanso, um negrume, uma tristeza

baixando sobre o peito despojado.

E já era o furor dos novos anos

a renúncia às coisas que elegeu,

mais um achado sem dor, uma fusão

tal uma inteligência do universo,

ganhado com açúcar, molares e joelhos ralados.

Quero a poesia pra mim, a poesia de amor. Quero aquele versos com significados, não outras palavras indistintas e acuadas, quero consolo pra tanta solidão. Quero o poeta, o amor. Quero seus gestos, e seus carinhos, suas malícias. Quero ele. Mas ele não me quer.

O que aconteceu com a gente?
Eu não sei mais quem eu sou.
Ou como cheguei até aqui.
Sinto falta de quem eu costumava ser.
Quero ter um lar de novo.
E amigos de verdade, sabe, o tipo te amizade em que costumávamos acreditar.
Sinto falta disso.
E sinto falta de você.

Eu gosto de dormir. Ou ficar deitada. Não tenho ânimo pra levantar a maioria dos dias. Me contento em viver um dia inteiro deitada ouvindo músicas que me agradam, com uma garrafa de café e alguns cigarros. Se é que isso é viver um dia. Mas eu prefiro dormir ainda. Quando estou acordada, minha vida tem a tendência de dar muito errado. 

Eu gosto de dormir. Ou ficar deitada. Não tenho ânimo pra levantar a maioria dos dias. Me contento em viver um dia inteiro deitada ouvindo músicas que me agradam, com uma garrafa de café e alguns cigarros. Se é que isso é viver um dia. Mas eu prefiro dormir ainda. Quando estou acordada, minha vida tem a tendência de dar muito errado. 

- Quem precisa de amor? - Leu o professor, no livro de capa dura em seu colo.
Ele tomou ar, dando a entender que estava prestes a continuar a leitura, quando a garota com os raros olhos castanhos claros e cabelos cor de mel delicados, assentada na fileira de trás, timidamente levantou a mão e respondeu:
- Eu preciso.

- Quem precisa de amor? - Leu o professor, no livro de capa dura em seu colo.

Ele tomou ar, dando a entender que estava prestes a continuar a leitura, quando a garota com os raros olhos castanhos claros e cabelos cor de mel delicados, assentada na fileira de trás, timidamente levantou a mão e respondeu:

- Eu preciso.

Precisar de alguém se tornou comum na minha vida, mas não tanto quanto precisar de amor. Então pra resumir, eu preciso de você, só de você. Por que você não vem pra mim? Você precisa tanto quanto eu. Vamos nos saciar, nos satisfazer, nos abraçar. Vem ser meu amigo. Vem olhar pra mim. Deixa eu cozinhar pra você, te fazer sorrir. Prova de mim, do meu sabor, do meu cheiro e me deixa te segurar, assim, como você precisa. Preciso de você, você precisa de mim. Por que ainda não veio pra mim? 

Precisar de alguém se tornou comum na minha vida, mas não tanto quanto precisar de amor. Então pra resumir, eu preciso de você, só de você. Por que você não vem pra mim? Você precisa tanto quanto eu. Vamos nos saciar, nos satisfazer, nos abraçar. Vem ser meu amigo. Vem olhar pra mim. Deixa eu cozinhar pra você, te fazer sorrir. Prova de mim, do meu sabor, do meu cheiro e me deixa te segurar, assim, como você precisa. Preciso de você, você precisa de mim. Por que ainda não veio pra mim? 

Hoje eu acordei inconformada com a minha vida. Não consigo aceitar o fato de que desde algum tempo eu só dou sorrisos falsos, passageiros, por falsas alegrias, que sou uma pessoa triste, sem amor. Me dei conta de que só tenho amigos falsos, que nos maus momentos fogem, desaparecem e nem tentam compreender a situação. Percebi que não conheço o real significado de família: aquela união calorosa em que mesmo quando está tudo errado, você encontra um lugar perto da lareira. Analisei também os meus conceitos, as minhas idéias, os meus pincípios, e não gostei do que concluí. Acreditei que ódio preenchia vazio. Achava que ser largada assim era bom. Pensei ter visto que todas as pessoas são iguais e ruins. Não dava a mínima se acontecesse uma injustiça diante dos meus olhos. Achei que sabia o que era dor, o que era perda. Era convicta de que paixão era perda de tempo. Era domada de certezas incertas. Pensei ter sabido o que é amor. Quis mudar isso. Vou derrubar algumas barreiras. O buraco que eu sinto dentro de mim, uma hora vai ser preenchido por algum sentimento bom, e eu sei que vou me sentir muito bem quando isso acontecer. O meu ódio eu vou jogar fora, só faz me sentir pior. Agora eu vou acordar cedo, pentear o cabelo, dizer bom dia. Eu quero mudar. Mudar minha fala, minhas roupas, o penteado e o sorriso. Vou atrás de paz de espírito. Quero um amor novo em folha, do qual eu possa tirar e dar o meu melhor, alguém pra conversar e me dar colo, quando eu estiver naqueles momentos de turbulência, em que nada faz sentido. O que a vida já me trouxe eu vou transformar em raios de sol, pra iluminar o caminho que vem surgindo à minha frente. Quero amigos, não quero turma. Vou renovar a alma, não mais em um copo de vodka, mas quem sabe numa dessas conversas que a gente fica jogando fora na praça com uma pessoa que troca olhares aturdidos com você. Quero ser forte, apanhar e não chorar, mas resistir, até o fim. Quero dar histórias a alguém, quero ter as minhas próprias pra contar. Vou manter mais segredos, fazer mistério e parar de tentar esconder a bagunça que eu sou. Vou pensar positivo. Descobrir mais de mim. Explorar meus limites e transformar meus obstáculos em pó. Quero viver, cuidar de mim, ser eu. E quero acordar amanhã feliz, satisfeita com a minha vida, comigo.

Hoje eu acordei inconformada com a minha vida. Não consigo aceitar o fato de que desde algum tempo eu só dou sorrisos falsos, passageiros, por falsas alegrias, que sou uma pessoa triste, sem amor. Me dei conta de que só tenho amigos falsos, que nos maus momentos fogem, desaparecem e nem tentam compreender a situação. Percebi que não conheço o real significado de família: aquela união calorosa em que mesmo quando está tudo errado, você encontra um lugar perto da lareira. Analisei também os meus conceitos, as minhas idéias, os meus pincípios, e não gostei do que concluí. Acreditei que ódio preenchia vazio. Achava que ser largada assim era bom. Pensei ter visto que todas as pessoas são iguais e ruins. Não dava a mínima se acontecesse uma injustiça diante dos meus olhos. Achei que sabia o que era dor, o que era perda. Era convicta de que paixão era perda de tempo. Era domada de certezas incertas. Pensei ter sabido o que é amor. Quis mudar isso. Vou derrubar algumas barreiras. O buraco que eu sinto dentro de mim, uma hora vai ser preenchido por algum sentimento bom, e eu sei que vou me sentir muito bem quando isso acontecer. O meu ódio eu vou jogar fora, só faz me sentir pior. Agora eu vou acordar cedo, pentear o cabelo, dizer bom dia. Eu quero mudar. Mudar minha fala, minhas roupas, o penteado e o sorriso. Vou atrás de paz de espírito. Quero um amor novo em folha, do qual eu possa tirar e dar o meu melhor, alguém pra conversar e me dar colo, quando eu estiver naqueles momentos de turbulência, em que nada faz sentido. O que a vida já me trouxe eu vou transformar em raios de sol, pra iluminar o caminho que vem surgindo à minha frente. Quero amigos, não quero turma. Vou renovar a alma, não mais em um copo de vodka, mas quem sabe numa dessas conversas que a gente fica jogando fora na praça com uma pessoa que troca olhares aturdidos com você. Quero ser forte, apanhar e não chorar, mas resistir, até o fim. Quero dar histórias a alguém, quero ter as minhas próprias pra contar. Vou manter mais segredos, fazer mistério e parar de tentar esconder a bagunça que eu sou. Vou pensar positivo. Descobrir mais de mim. Explorar meus limites e transformar meus obstáculos em pó. Quero viver, cuidar de mim, ser eu. E quero acordar amanhã feliz, satisfeita com a minha vida, comigo.

E a cada primavera, a gente vê, a gente sente, que nada permanece o mesmo, as coisas se renovam e os sentimentos se perdem e se você não mudar junto, você acaba sendo esquecido.

E a cada primavera, a gente vê, a gente sente, que nada permanece o mesmo, as coisas se renovam e os sentimentos se perdem e se você não mudar junto, você acaba sendo esquecido.